Conheça o Italiano que abandonou o sistema bancário para usar Bitcoins

 

Conheça o hacker do bem, Simone Margaritelli, um especialista em segurança digital, que abandonou o sistema bancário tradicional para viver através de Bitcoins. Margaritelli disse que acompanha a criptomoeda desde o início, mas que no começo era praticamente impossível largar a conta bancária para adotar a moeda no dia a dia.

No começo comprar e vender Bitcoin era bem mais difícil. Com o passar do tempo milhões de pessoas e estabelecimento começaram a adotá-lo. E também começou a ser considerado dinheiro por muita gente, inclusive alguns países.

Margaritelli disse que estava cansado dos bancos dizerem a ele que seu dinheiro estava seguro, mesmo sem saber onde estaria ou de que maneira seria aplicado. Não lhe agradava a ideia de que o governo estaria espionando seus saques ou depósitos e além disso o italiano afirma que a demora para compensar transferências interbancárias (DOC ou TED) não é uma questão técnica e sim uma vantagem/maneira para bancos especularem com seu dinheiro, sem contar nas taxas absurdas para realizar tais movimentações.

Preparando o terreno

O Bitcoin é uma criptomoeda descentralizada. Consequentemente não existem garantias financeiras se algo der errado. Por esse motivo a pessoa que tiver em sua guarda qualquer valor é ideal tomar algumas medidas de segurança. Margaritelly explica que nenhum órgão é resposável pelo Bitcoin, ou seja, se você perder sua cartera (wallet) todo seu dinheiro desaparecerá.

O hacker comenta que muitos serviços online permitem que você crie sua carteira com eles e em muitos casos suas infra-estruturas web são realmente seguras. Mas isso não os deixam livres de ataques. Ou até mesmo da falência.

Mesmo nada sendo 100% seguro, Margaritelli sugere aos usuários usarem carteiras offline, como a Trezor, que nada mais é que um aparelho que guarda suas moedas longe da internet. Não existe fluxo de informações no seu PC quando você utiliza uma offline wallet, o que torna a missão de hackear sua carteira e roubar seu dinheiro quase impossível.

E se… você quebrar ou perder sua carteira offline? Não se preocupe, a fabricante desenvolveu uma maneira de resolver isso, chama-se recovery seed.

Transformando Bitcoin em dinheiro

Imagine a cena: você vai no supermercado e paga com Bitcoins. Ou melhor, você está num restaurante/bar e decide pagar com Bitcoins também. Pode parecer loucura mas isso já é possível. Nos Estados Unidos e Europa você pode ter cartão de débito como o Cryptopay e pagar com sua moeda digital favorita em qualquer estabelecimento que aceite Visa.

E o melhor não para por aí – você pode também sacar em qualquer terminal bancário em Dólar ou Euro utilizando esse mesmo cartão. E os custos para mantê-lo são baixíssimos comparado aos cartões de crédito tradicionais.

Se você for utilizar a moeda americana, a taxa mensal do cartão é de U$ 1,00. Outras taxas são aplicadas para saque em terminais ou compras internacionais.

Margaritelli utiliza esse sistema todos os dias, inclusive para comprar pela internet. Quanto a converter seu salário em BTC diretamente, Simone utiliza serviços como Bitwage, onde o sistema recebe o salário pago pelo empregador e realiza a conversão para BTC e envia para a carteira (wallet) do usuário.

Conclusão

Eu acredito que é possível viver utilizando o Bitcoin como sua moeda principal. Se eu estiver certo, um número crescente de pessoas nunca mais terá que ir ao Banco novamente. Simone Margaritelli

Já sabemos que é possível não ter conta em nenhum banco na Europa e nos Estados Unidos. Aqui no Brasil a realidade é um pouco diferente, mas é algo que pode mudar num futuro bem próximo. Embora nenhum cartão de débito dessa modalidade trabalhe com o Real, você ainda pode utilizar em moeda estrangeira e pagar uma tarifa em cada compra em território nacional. Ah, e também é possível linkar esse cartão à sua conta Paypal.

E não podemos também deixar de mencionar algo importante: se você abandonar sua conta bancária e começar a ter uma vida parecida conforme descrita acima, você viverá anonimamente. Ou seja, nenhum gerente chato vai te ligar para oferecer serviços. Ninguém vai saber o quanto você ganha ou movimenta. Até porque, para muitos, se uma ou mais entidades souberem tudo que você ganha ou gasta, é , de certa forma, um atentado contra a democracia.

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